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 Letter for a lost love

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dianaa.
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MensagemAssunto: Letter for a lost love   Sab Fev 13, 2010 1:18 pm

Letter for a Lost Love

Spoiler:
 



Julho, 2010


Sentada, pensava no passado. No presente. No futuro. Nos momentos passados entre nós os dois, e nos momentos em que estivemos separados. Nos dias em que chorei por não te ver, e nos outros que rezei para o relógio andar para trás.
A minha cabeça agora doía. Estava deitada á muito tempo. Tempo suficente para saber que não me fez bem. Levei a minha mão esquerda á testa, como por instinto.
A dor no meu coração, fazia-me sentir dor física em todo o resto do meu corpo soltário. Um corpo rejeitado. Um corpo triste.
Algo caíu pelo meu rosto. Era uma lágrima. Um lágrima que demonstrava a dor que senti.
Num suspiro disse as palavras que nunca pensei murmurar. Aquelas que me murmuraste mil vezes, para te assegurares que eu sabia. Mas agora essas palavras saem da minha boca no tempo pretérito. Jamais digo presente. Jamais disse agora.
Eu sabia que o dizia, mas na minha consciência apenas eram palavras. Não significavam nada mais que palavras. Junção de letras e sons. Sons que me fizeram sentir segura, feliz e desejada. Sons que agora me fazem soluçar, chorar e gritar.
Pousei a minha mão direita no peito. Pus a esquerda por cima, como se fosse tirar a dor que eu sentia. Apertei-as, mas era impossivel parar aquela dor. Ela não desaparecia.
Levantei-me. Dei comigo sentada com os olhos focados numa foto. Numa menina que estava nessa foto. O seu sorriso, os seus olhos, a sua feição mostrava felicidade. Felicidade essa que transbordava simplesmente pelo o olhar atento do espectador, naquele caso eu. Ela não se mexia, mas eu imaginava na minha cabeça ela a rir e a correr pela a casa onde se encontrava. Demonstrando a sua felicidade. Demonstrando a todos o quão é bom ser criança. Ser alguem sem responsabilidades. Sem preocupações.
Devagarinho, peguei da foto. Passei os meus dedos pela foto, como se a felicidade dela passase para mim e me fizesse sorrir pelo o menos uma vez. Mas nem isso. Nem isso ajudou os músculos da minha boca a se mexerem a formarem um sorriso verdadeiro. Um sorriso pela primeira vez em dias. Um sorriso sincero.
Olhei bem para a foto, para a imagem transmitida naquele bocado de papel colorido. Aquele menina com o sorriso e os olhos e a feição feliz era eu. Eu, antes de sentir esta vontade de chorar, de gritar. Vontade de correr, fugir, desaparecer.
Larguei a foto. Vi-a cair levemente, devido á pouquissima força que exigia. Quando parou no chão, senti que a felicidade atingiu-me pelo lado errado. Contorci-me, deixando as lágrimas molharem aquela minha imagem antiga e esqueçida, nunca antes lembrada. O meu soluçar desesperado faria qualquer um sentir a minha dor. A dor que eu tentava soltar do meu coração. Essa, que não queria. Que queria viver, para sempre, nele. Alimentando-se da minha facilidade para soltar as lágrimas dolorosas dos meus olhos, e vivendo de me fazer sofrer.
Como podias ter me feito sentir assim? Sentir indesejada. Infeliz. Triste. Deprimida. Rejeitada.
Nunca pensei que fosses capaz. Nunca pensei que eu fosse capaz. Nunca pensei que o amor fosse isso.
Ao mesmo tempo que repetia na minha cabeça a imagem interminável dos nossos lábios se tocarem, e de eu sentir o mesmo sentimento que tu, de sentir aquele desejo de estar sempre a teu lado, eu deixava as lágrimas cairem sem eu as impedir. Sem provocar nenhum impedimento no seu caminho normal.
Pé direito no chão. Apoiei-me nele, até pousar o esquerdo para me equilibrar totalmente. As minhas pernas cambaleavam, mas continuei. Sincronizada, desci as escadas que levavam á rua. A noite, as estrelas, a lua deviam me fazer sentir feliz. Pelo o contrário, sentia-me um trapo. Algo que só serviu uma vez, e que nunca mais poderá ser reutilizado. Nem mesmo que se tire a tristeza toda, pois nem ele quer ser reutilizado, com medo de ser deitado fora, novamente.
Limpei as últimas lágrimas que escorriam pelo meu rosto e tentei me equilibrar no muro, onde me pus. De braços aberto ao futuro, fechei os olhos. Mesmo na tentativa de impedir as lágrimas de escorrerem, elas caíram, contra a minha vontade.
Seria aquele o meu adeus? O meu tal adeus ao mundo cruel no qual fui inserida, quase que obrigada? Tinha á minha frente a oportunidade de acabar a minha vida, naquele momento. Porque motivo não me mexia? Sentia os meus pés presos ao chão que me segurava e impedia de cair.
Inconsciente ao que me rodeava, ouvi uma voz familiar. Uma voz que sempre me fez sentir segura. Um voz que me fazia querer chorar. Uma voz que me fazia queria sorrir.
- Catherine?
Seria errado ter vontade? Vontade de te abraçar. Vontade de te beijar. Vontade de passar estes momentos contigo?
Seria errado querer sentir o mesmo sentimento que tive quando te vi pela primeira vez?
Ouvir-te repetir o meu nome mais uma vez foi suficiente para amolçer o meu coração. As minhas lágrimas pararam de cair. Baixei os braços. Podia alguem perdoar uma pessoa, com só uma palavra?
- Sorry. - ouvi-te susurrar.
Foi o suficiente. Fui-me a baixo. Deliciei-me ao ouvir a tua voz angelical. Voz que me fazia sentir no paraíso. Voz que me ponha um sorriso no meio de tanta dor.
Recuei. Desci daquele futuro cruel em direcção ao futuro que sempre desejei. A um futuro a dois. A um futuro contigo.
Mesmo que eu soubesse que isso fora um sonho, não sonhei em vão. Afinal, o meu sonho poderá nunca se realizar, mas fez-me parar as lágrimas por hoje. Lágrimas que não me abandonaram durante dias, dolorosos dias. Dias que nunca esqueçerei.
Mesmo que aquelas palavras nunca saiam da tua boca, não me importo. Pelo o menos senti aquele sentimento que todos sentem uma vez na vida.
Mesmo que nunca te desculpe por me fazeres chorar no meu quarto todas as noites, mesmo que este sonho seja sempre um sonho, mesmo que estas lágrimas não parem de cair, mesmo que eu sinta a dor que sinto todas as noites... Eu sei que estarei sempre á espera do teu perdão.

Sempre tua,
Catherine.
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